A escolha do regime tributário pode ser a diferença entre crescer com saúde ou pagar impostos demais sem perceber. E com as mudanças previstas para os próximos anos — incluindo a Reforma Tributária — essa decisão se torna ainda mais estratégica.
Se você é empresário ou gestor financeiro, entender as particularidades de cada regime é essencial para tomar decisões mais lucrativas. Neste artigo, vamos te mostrar como fazer essa escolha de forma consciente e alinhada ao perfil da sua empresa.
São três os principais regimes de tributação no Brasil para empresas com fins lucrativos:
Simples Nacional
Criado para micro e pequenas empresas, unifica vários impostos em uma única guia (DAS) e possui alíquotas progressivas conforme o faturamento e setor de atividade.
Lucro Presumido
Indicado para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões, aplica percentuais fixos de presunção de lucro sobre o faturamento para calcular os tributos federais.
Lucro Real
Exige escrituração contábil completa e tributa com base no lucro efetivamente apurado. Costuma ser obrigatório para empresas com faturamento acima do limite ou com atividades específicas.
A escolha depende de uma combinação de fatores, e não apenas do faturamento. Veja os principais critérios:
Faturamento anual previsto
Margem de lucro da operação
Tipo de atividade (serviço, comércio, indústria)
Custo com folha de pagamento
Presença de créditos tributários
Obrigações acessórias e nível de controle contábil
Empresa de serviços com lucro alto e poucos custos:
Pode se beneficiar do Simples Nacional, desde que o fator R seja favorável.
Empresa comercial com margem apertada:
Lucro Presumido pode ser mais econômico do que o Simples em certos casos, principalmente se ultrapassar faixas de alíquota mais altas no Simples.
Empresa que tem muitos insumos ou exporta:
Lucro Real pode ser vantajoso ao permitir o aproveitamento de créditos e gerar isenção em exportações.
Com a transição para o novo sistema de impostos (IBS e CBS), haverá mudanças na estrutura de cálculo. Muitas empresas que hoje estão no Simples podem ser impactadas com aumento da carga. Outras podem ter vantagens no Lucro Real.
Por isso, é fundamental revisar o regime tributário antes do início do próximo exercício. Um erro na escolha pode custar caro.
Faça simulações com base no seu faturamento e despesas reais.
Considere mudanças esperadas para 2025 (como a reforma).
Consulte um contador consultivo, que analise o negócio de forma estratégica — e não apenas “emita guias”.